Escola Baby School e Grupo Vitamina dão calote em professores e precarizam condições de trabalho

Escola Baby School e Grupo Vitamina dão calote em professores e precarizam condições de trabalho

Grupo chileno que adquiriu, desde 2019, cerca de 37 escolas de Educação Infantil, enfrenta grave crise e deixa professores e alunos em péssimas condições de ensino e de trabalho.

Em 2019, a chegada do Grupo Vitamina no mercado de educação no Brasil chamou a atenção daqueles que atuam na rede privada de ensino. Embora seja cada vez mais comum a atuação de grandes grupos educacionais no mercado de escolas particulares, a presença desses grupos não era tão comum no segmento da educação infantil. E foi justamente esse segmento escolhido pelo grupo chileno. Com os impactos da pandemia no início de 2020, o grupo se aproveitou da difícil situação enfrentada pelas escolas de educação infantil para facilitar a aquisição. Até o momento, cerca de 37 escolas foram adquiridas pela grupo, principalmente na cidade de São Paulo. Em Osasco, a Escola Baby School foi o alvo do grupo.

Tão logo assumiu o controle das escolas, o Grupo Vitamina adotou a velha tática de precarização do trabalho das professoras por meio da mudança no registro destas profissionais. Ao registrar as professoras como “educadoras”, de uma só vez, o Grupo foge da responsabilidade de cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho da Educação Básica e dificulta a atuação dos sindicatos que representam as professoras. Na Escola Baby School em Osasco, essa tática não funcionou graças a atuação incisiva do Sinprosasco.

Mas a precarização das condições de trabalho não param por aí. Desde o início da sua atuação no mercado brasileiro, o Grupo Vitamina vem, sistematicamente, atrasando o pagamento de salários, não depositando o FGTS, redução de férias e parcelamento de pagamento de vale-transporte e alimentação e de verbas rescisórias.

Além dessa explícita deterioração das condições de trabalho e retirada de direitos trabalhistas básicos, as condições de infraestrutura das escolas, falta de materiais didáticos e de higiene e limpeza, redução do número de funcionários e falta de pagamento de fornecedores também afetam profundamente o cotidiano das professoras. Além de oferecerem péssimas condições de trabalho, o Grupo Vitamina precariza  também a educação oferecida em suas unidades.

O Sinprosasco permanece atento e atuante para garantir que os direitos dessas profissionais sejam respeitados. Na Escola Baby School, as professoras estão mobilizadas e organizadas, ameaçando deflagrar uma greve para pressionar o Grupo Vitamina e fazer com que a escola cumpra com os seus deveres. Seguimos com o nosso compromisso com as professoras da Escola Baby School e não mediremos esforços para lutar pelos direitos da categoria!

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