Pesquisa do SINPROSASCO sobre a Hora-Atividade escancara sobrecarga: Professores trabalham sem descanso

Pesquisa do SINPROSASCO sobre a Hora-Atividade escancara sobrecarga: Professores trabalham sem descanso

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A pesquisa realizada pelo SINPROSASCO transformou em números uma realidade que a categoria conhece há muito tempo: a atual hora-atividade não acompanha a carga real de trabalho docente. O levantamento mostra que 98,4% dos participantes consideram insuficiente o tempo destinado à hora-atividade, enquanto 93,4% afirmam trabalhar durante o período que deveria ser de descanso. Os resultados dão força à campanha do Sindicato pela ampliação desse direito e deixam evidente que os atuais 5% de hora-atividade estão muito distantes das necessidades concretas dos Professores.

NÚMEROS NÃO DEIXAM ESPAÇO PARA DÚVIDAS

Outro dado chama atenção pela dimensão da sobrecarga: 82% dos Professores que responderam à pesquisa trabalham quatro horas ou mais em casa por semana. É tempo dedicado a planejamento, preparação de aulas, correções, elaboração de atividades, preenchimento de documentos, atendimento às famílias e tantas outras tarefas que fazem parte da profissão, mas acabam invadindo noites, finais de semana e momentos de convivência pessoal. Enquanto o debate nacional questiona jornadas exaustivas, para muitos Professores a rotina continua sendo uma verdadeira jornada 7×0: o sinal toca, a aula termina, mas o trabalho não.

7,9 HORAS SEMANAIS DE TRABALHO NÃO REMUNERADO

A pesquisa estima uma média de 7,9 horas semanais não remuneradas por participante. Somadas apenas as respostas obtidas no levantamento, são aproximadamente 484 horas de trabalho invisível por semana. O dado revela um problema que não pode ser tratado como escolha individual ou característica natural da profissão. Quando o trabalho necessário para garantir uma Educação de qualidade precisa ser realizado gratuitamente no período de descanso, existe uma distorção que precisa ser enfrentada coletivamente. Professor não pode continuar pagando, com seu próprio tempo, a conta de uma jornada que não reconhece todas as tarefas que exerce.

A categoria também foi direta ao apontar o caminho: 95,1% dos participantes atribuíram nota máxima à importância do aumento da hora-atividade. O resultado demonstra que não se trata de uma reivindicação isolada, mas de uma necessidade compartilhada por praticamente todos os docentes ouvidos. Para o SINPROSASCO, os dados fortalecem a luta por uma jornada que considere o trabalho realizado dentro e fora da sala de aula. Hora-atividade não é benefício, favor ou privilégio. É tempo de trabalho e precisa ser reconhecido como tal.

TRANSFORMAR OS DADOS EM MOBILIZAÇÃO

Com o levantamento, o SINPROSASCO passa a contar com dados concretos para ampliar o debate e fortalecer a organização dos Professores de Osasco, Cotia, Barueri e Carapicuíba. A campanha entra agora em uma nova etapa: transformar os números em conscientização, participação e pressão coletiva por avanços. Se quase toda a categoria afirma que o modelo atual é insuficiente, continuar ignorando essa realidade significa normalizar trabalho gratuito e ausência de descanso. A luta pela ampliação da hora-atividade é uma luta por valorização profissional, saúde, qualidade da Educação e, acima de tudo, justiça para quem trabalha muito além do que aparece na jornada oficial.

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