10 anos de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. 10 anos do dia em que a água virou lama
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A data de hoje (5 de novembro de 2025) marca o 10º aniversário da maior tragédia ambiental do País: o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG). Esse evento também é o maior rompimento do mundo em relação a barragens de mineração.
A ruptura da barragem da Samarco, localizada em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana (MG) que foi destruído completamente, liberou uma avalanche de cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério. Esse rejeito, alcançou o Rio Doce e escoou até sua foz no Espírito Santo, 600 km depois. O colapso da estrutura, que pertencia à Samarco (uma parceira empresarial da Vale), causou a morte de 19 pessoas e mais de 600 pessoas ficaram desabrigadas.
O Rio Doce era a base da subsistência de muitas comunidades que dependiam da pesca para viver, além de ser usado para o turismo, uma importante atividade econômica, especialmente na foz. A bacia do rio era uma das mais importantes do Brasil e abrigava uma rica e equilibrada biodiversidade. Tudo isso se perdeu com a avalanche de rejeitos, e até hoje uma grande parte do Rio Doce apresenta alguns danos irreversíveis à biodiversidade. 10 anos depois, ninguém foi condenado criminalmente e muitas vítimas ainda aguardam a reparação integral pelos danos causados.
Uma tragédia humanitária ainda maior se repetiu em Brumadinho em 25 de janeiro de 2019, levando à morte 272 pessoas, após outra barragem da Vale se romper e liberar 10 milhões de metros cúbicos de lama tóxica. E há ainda cerca de 53 barragens de rejeitos consideradas mais baratas e menos seguras, assim como as que já se romperam.

Fortalecer as legislações ambientais é uma das formas de impedir que esses rompimentos se repitam. Ampliar as políticas públicas que respeitem, monitorem e aprimorem as fiscalizações, além de exigir o licenciamento ambiental, evitarão novas tragédias socioambientais causadas por mineradoras bilionárias como a Vale.

