Volta às aulas em agosto? Quem está preparado?

Volta às aulas em agosto? Quem está preparado?

O anúncio oficial poderá acontecer nesta sexta-feira, dia 5, diz o jornal O Estado de São Paulo em matéria ontem, 02 – mas já se fala em salas com número de alunos reduzido ou com alternância de aulas em dias da semana (20% dos escolares a cada dia, de segunda a sexta), além de uso de máscaras, espaçamento entre alunos e aferição de temperatura.

Segundo o jornal apurou, o esquema funcionaria por duas semanas e depois o número de crianças e jovens aumentaria aos poucos. O governo do Estado descartou a possibilidade, antes aventada, de iniciar as aulas com os alunos mais novos, da educação infantil (zero a 5 anos).

O protocolo da volta prevê também uso de máscaras e distanciamento de 1,5 metro dentro das salas de aula. Quem não estiver nas aulas presenciais teria de continuar com atividades a distância, tanto em instituições públicas quanto nas particulares. O plano vale para o todo o Estado, mas cada região paulista pode determinar uma data de reabertura. 

O plano teria sido discutido entre o secretário de Educação Rossieli Soares e representantes de escolas particulares e gestores públicos no sábado, 29/05, diz o Estadão.

O que será do plano ainda está ar, especialmente porque o próprio secretário está agora fora de combate: Rossieli Soares foi internado com suspeita de Covid-19 nesta quarta-feira.

Há muitos pontos que ainda devem ser melhor definidos e um deles – um dos principais, aliás – refere-se à forma de acolhimento de professores em um eventual retorno às aulas presenciais. Qualquer plano de volta às aulas não deve apenas se restringir aos alunos, mas deve levar em conta toda a comunidade acadêmica, incluindo professores e auxiliares de administração escolar.

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No caso de prevalecer a opção de voltar apenas um grupo de 20% de cada instituição, ainda se discute qual será o grupo prioritário Foto: JF Diório/Estadão

O Ministério da Educação (MEC) homologou parcialmente o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com regras sobre a educação na pandemia, e autorização para que atividades remotas passem a valer como carga horária.

São Paulo, que tem a maior rede de ensino do Brasil, caminha para uma solução diferente dos planos de outros Estados. “Já é praticamente unanimidade começar a voltar pelas pontas, e principalmente pelo 3º ano do ensino médio por causa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”, diz o vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretário de Pernambuco, Fred Amâncio, com relação ao conjunto de Estados. Depois, segundo ele, voltariam o 9º ano do ensino fundamental, em seguida o 6º ano, ou seja, quem está no fim dos ciclos. “Não dá para colocar todo mundo dentro da escola, é um dos ambientes de maior risco”, diz Amâncio.

As universidades públicas (USPUnesp e Unicamp) e as Fatecs (faculdades de tecnologia) pediram prioridade na volta às aulas presenciais para os alunos que estão no último ano, para não prejudicar a formatura. Nas Fatecs, muitos estudantes precisam cumprir atividades práticas em laboratórios essenciais para formação.

Já os representantes de escolas particulares (Sieeesp) requisitaram ao secretário o retorno da educação infantil. “Se elas não voltarem ao presencial, nem que seja em dias alternados, muitas vão falir”, diz o presidente do Sindicato  Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva.

Como a lei não exige que crianças de até 3 anos estejam matriculadas em instituições de ensino no Brasil, 30% dos pais, segundo estimativa do Sieeesp, já tiraram os filhos da escola. Outros grupos, de escolas particulares da capital, querem prioridade para os alunos do 3 ano do médio.

Assim, professor, atenção às recomendações:
• Mantenha registro detalhado de suas atividades diárias.
• Mantenha sua atividade dentro do horário normal de trabalho.
• Avise o sindicato se houver qualquer pedido ou exigência de trabalho, reunião, lives ou conferências além do seu horário normal de trabalho!

Fonte: Com informações do Estadão e Fepesp

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