O momento exige representatividade: é hora de uma mulher no STF, e negra. O SINPROSASCO levanta essa bandeira!

O momento exige representatividade: é hora de uma mulher no STF, e negra. O SINPROSASCO levanta essa bandeira!

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O Supremo Tribunal Federal (STF), principal corte do País, ainda reflete uma realidade distante da diversidade. Em toda a história da instituição, apenas três mulheres ocuparam uma cadeira: Ellen Gracie Northfleet, pioneira ao assumir em 2000; Cármen Lúcia Antunes Rocha, nomeada em 2006 e ainda em exercício; e Rosa Weber, que se aposentou em 2023.

Os números, por si só, revelam uma distorção histórica. Em um País onde as mulheres são maioria da população, e a população negra representa parcela significativa da sociedade, a mais alta instância do Judiciário ainda não expressa essa realidade.

O Brasil vive um momento decisivo

A indicação de um novo nome ao STF não pode ser tratada apenas como uma escolha técnica ou jurídica. Trata-se de uma decisão política, institucional e simbólica, capaz de sinalizar qual projeto de país queremos construir.

O governo do Luiz Inácio Lula da Silva tem diante de si a oportunidade de promover um avanço histórico: indicar uma mulher, e uma mulher negra, para compor a Suprema Corte. Mais do que uma escolha, isso seria um gesto concreto de compromisso com a equidade, a justiça social e a democratização dos espaços de poder.

A ausência de mulheres negras nos mais altos cargos da República não é coincidência, é resultado de um processo histórico de exclusão. Corrigir essa distorção exige decisão política e coragem institucional.

E o exemplo precisa vir de cima

No próprio Congresso Nacional do Brasil, um dado simbólico escancara o atraso: o banheiro feminino só foi implantado em 2016. Um detalhe que, na prática, revela o quanto as estruturas de poder foram pensadas, por séculos, sem a presença das mulheres.

Mudar essa realidade não é apenas necessário, é urgente!

O STF não pode continuar sendo um espaço distante da pluralidade brasileira. A indicação de uma mulher negra representa mais do que ocupar uma cadeira: significa abrir caminhos, inspirar gerações e afirmar, na prática, que o Brasil que queremos é mais justo, mais diverso e mais representativo.

O momento exige isso. O País precisa disso. E a história cobra essa decisão.

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