SINPROSASCO rejeita prisão do deputado Glauber Braga ao defender interesses de estudantes e trabalhadores
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O SINPROSASCO repudia veementemente a prisão do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), detido covardemente ontem, dia 20 de setembro, quando a Polícia Militar entrou nas instalações da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) tomado por alunos há um mês. O parlamentar defendia os interesses dos estudantes e trabalhadores, e buscava uma conciliação. Nosso Sindicato se une ao deputado Glauber, assim como ao partido PSOL, e considera a prisão arbitrária e ilegal.
PALAVRAS DO DEPUTADO
“O que está acontecendo por aqui é um absurdo completo. Esses estudantes estavam lutando para garantir os seus direitos de permanecer na universidade. Houve uma proposta dos estudantes que estavam na ocupação para a abertura de uma negociação. E o que veio como retorno foi bomba. [Estou sendo detido] junto com eles [estudantes]. Estava tentando mediar uma posição dentro do espaço da ocupação e o diálogo dos estudantes.” – Glauber Braga disse em entrevista dentro do camburão.
DEMANDAS DOS ESTUDANTES
Os estudantes pedem a revogação do Ato Executivo de Decisão Administrativa 038/2024, que estabelece, entre outras medidas, que o auxílio alimentação passará a ser pago apenas a estudantes cujos cursos tenham sede em campi que ainda não disponham de restaurantes universitários. O valor do auxílio alimentação será de R$ 300, pago em cotas mensais, de acordo com a disponibilidade orçamentária.
Além disso, ato da Uerj estabelece como limite para o recebimento de auxílios e Bolsa de Apoio a Vulnerabilidade Social ter renda familiar, por pessoa, bruta igual ou inferior a meio salário mínimo vigente no momento da concessão da bolsa. Atualmente, esse valor é equivalente a até R$ 706. Para receber auxílios, a renda precisa ser comprovada por meio do Sistema de Avaliação Socioeconômica.
As novas regras, segundo a própria Uerj, excluem 1,2 mil estudantes, que não se enquadram nas exigências para recebimento de bolsas.
A Uerj informa ainda que as bolsas de vulnerabilidade foram criadas no regime excepcional da pandemia e que o pagamento delas foi condicionado à existência de recursos. De acordo com a universidade, os auxílios continuam sendo oferecidos para 9,5 mil estudantes, em um universo de 28 mil alunos da Uerj.

