Contra o desmonte dos serviços públicos: nota de repúdio à privatização da Sabesp e à violência policial na ALESP

Contra o desmonte dos serviços públicos: nota de repúdio à privatização da Sabesp e à violência policial na ALESP

O Sinprosasco expressa o seu veemente repúdio à aprovação da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Este lamentável episódio atende à uma demanda do Governador Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS), evidenciando uma clara priorização dos interesses empresariais em detrimento do bem-estar da população.

A forma como a votação do projeto de lei foi conduzida, culminando em atos de violência policial contra manifestantes contrários à privatização, demonstra explicitamente que esse projeto vai na contramão dos interesses e das necessidades da população. Acreditamos na democracia e no direito legítimo de expressão e manifestação, mas o que presenciamos foi um desrespeito flagrante aos princípios democráticos. Manifestantes foram agredidos e detidos arbitrariamente pela Polícia Militar, uma afronta aos direitos civis, à liberdade de expressão e à democracia.

Lamentavelmente, até o momento desta nota, dois dos quatro manifestantes detidos permanecem encarcerados injustamente. Exigimos a imediata libertação de Hendryll Luiz e Lucas Carvente, assim como a responsabilização dos agentes que agiram de forma truculenta durante os protestos.

A privatização da Sabesp representa um grave retrocesso para a sociedade, pois compromete o acesso universal a serviços essenciais, como o abastecimento de água e o tratamento de esgoto. A entrega desses bens e serviços públicos aos interesses privados coloca em risco a qualidade e a continuidade desses serviços, tornando-os suscetíveis à busca incessante por lucro em detrimento da qualidade e da acessibilidade para toda a população.

O Sinprosasco reitera seu compromisso com a defesa dos serviços públicos de qualidade e acredita que a privatização é uma ameaça ao direito básico de acesso a água e saneamento. Não podemos permitir que interesses empresariais se sobreponham às necessidades da população. A privatização não é a solução, mas sim uma afronta aos princípios que regem a justiça social.

Neste momento crítico, conclamamos todos os cidadãos a se unirem contra as privatizações dos serviços públicos e contra a prisão dos manifestantes, pois somente com a mobilização popular poderemos preservar e fortalecer a democracia e os direitos fundamentais da população e construir uma sociedade mais justa e equitativa.

Pela defesa dos serviços públicos, dizemos não à privatização!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *