Ensino Superior | Professores rejeitam proposta e aprovam estado de greve. Próxima assembleia será dia 14 de maio
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A categoria do Ensino Superior privado de São Paulo decidiu rejeitar a contraproposta das mantenedoras e declarar estado de greve. O próximo encontro, marcado para 14 de maio, poderá deflagrar paralisação geral
📢 POR QUE A PROPOSTA FOI RECUSADA?
A decisão, tomada por ampla maioria na assembleia da última quinta, 23 de abril, reflete a insatisfação com um índice que não repõe sequer a inflação e ainda deixa de ser aplicado na data-base. Parte da recomposição viria como abono, sem incorporação ao salário. Isso significa perda de reflexos em férias, FGTS e outras garantias. Mais grave, porém, foi o ataque a direitos conquistados ao longo de décadas.
A proposta patronal mexe em cláusulas centrais da convenção coletiva:
- altera regras de bolsas de estudo;
- restringe acesso ao plano de saúde;
- flexibiliza estabilidades;
- e abre brechas para demissões e redução de carga horária.
Para os Professores presentes na assembleia é um movimento explícito de desmonte.
🎯 CONTRASTE COM OS LUCROS DAS MANTENEDORAS
Outro ponto que pesou na rejeição foi o abismo entre a oferta das instituições e os resultados financeiros que vêm sendo registrados por grandes grupos educacionais. Dados apresentados na assembleia indicam lucros expressivos no último período, o que, na avaliação da categoria, torna injustificável a tentativa de retirar direitos e não valorizar quem está em sala de aula. A precarização das condições de trabalho impacta diretamente a qualidade do ensino oferecido aos estudantes – um argumento que o SINPROSASCO vai levar à sociedade nos próximos dias.
💬 “É HORA DE INTENSIFICAR A MOBILIZAÇÃO”
Com o estado de greve aprovado, a orientação é fortalecer a comunicação com professores, alunos e a comunidade, além de ampliar a participação em atividades organizadas pelos sindicatos da base. A próxima assembleia estadual, em 14 de maio, definirá se a paralisação será decretada. Até lá, a categoria cobra avanços concretos.
“Rejeitamos uma proposta que desrespeita nossa história e nossa luta. Não aceitaremos retrocessos. O dia 14 de maio será decisivo, pois se o patronal não voltar à mesa com uma oferta justa, vamos à greve. Estamos unidos e preparados para defender nossos direitos e a qualidade do ensino público e privado”, comenta Salomão de Castro Farias, presidente do SINPROSASCO.
A assembleia de 14 de maio terá horário e formato divulgados em breve. Acompanhe em nossas redes.


