Síndrome do esgotamento atinge mais os docentes


Professores são os que mais sofrem no Brasil com a síndrome do esgotamento. Também conhecida como Burn Out (queimar por dentro), doença é ocasionada por dedicação extrema ao trabalho.

Segundo a psicanalista Elizandra Souza, do Hospital Bandeirantes, citada por reportagem  (20/10/2010) do jornal Diário de S. Paulo, a síndrome se desenvolve a partir do momento em que, apesar da dedicação do profissional, este não consegue resolver mais determinado problema. Por isso da doença ser tão comum também entre médicos, bombeiros e enfermeiros.

Os sintomas são similares a de um quadro de estresse, com a diferença de que nesse a frequência é muito maior. "No estresse, quando a pessoa tem um final de semana de folga, os sintomas diminuem e até acabam. Com a síndrome, a pessoa não se desliga, sente-se culpada por não estar trabalhando", explica Elizandra.

A necessidade de se afirmar no trabalho faz com que o profissional deixe de lado a vida social, com o desejo de realização se tranformando em compulsão. E o resultado disso é a sensação de que nada mais faz sentido.

O quadro, que costuma atingir pessoas com mais de 30 anos, pode evoluir para um colapso físico. "Isso ocorre até que o profissional ache lógico se matar. Ele pode ter comportamento suicida", afirma o psiquiatra do Hospital 9 de Julho, Catulo César Barros.

O tratamento da síndrome é feito com antidepressivos. Quando o paciente conseguir se concentrar melhor, é indicado fazer terapia. "Há cura, mas não existe uma medicação para o estresse. É preciso ter uma mudança de postura", enfatiza Elizandra.



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